Quando nada, se torna tudo pra gente.

Irei guardar, em minhas caixas empilhadas, o sentimento que você deixou em mim.

Tive que tirá-lo de mim, fui obrigada. Mas não consegui me livrar completamente, sobrou algo, e é isso que está, dentro de cada caixa, empilhadas, tão empilhadas quanto as lembranças que você deixou em mim.

Irei guardar tais caixas, e escondê-las de mim mesma, tentarei aprisionar tal sentimento, que insiste em bater na minha porta, eu tento dizer não, mas acabo cedendo ao teu olhar.

Eu não sei o que eu sou exatamente pra você, mas ainda assim você continua sendo tudo pra mim.

E chega a hora que eu não aguento mais, pois se a dor é maior que nós, ela transborda pelos olhos.

Essas caixas, pode ser que elas estejam vazias e eu não tenha percebido ainda. Pode ser tarde demais pra tentar se livrar, pra tentar me libertar de tudo que não me faz bem, mas pra variar um pouco, eu não consigo e começo tudo isso de novo, é um ciclo vicioso, no qual a viciada sou eu.

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