Um desafio de alto nível.

E aqui estamos nós de novo, criando expectativas e nos iludindo. Talvez no fundo, eu saiba que o que tenho aqui dentro, não passe daqueles amores idealizados, que nunca saem de nós mesmos. Prefiro acreditar que dará certo, mesmo sabendo que a provabilidade é mínima, mas é essa possibilidade minima que me levanta todas as manhãs. Até quando eu vou apoiar-me nesse sentimento incerto e perigoso? Mas se eu tivesse-o ao meu alcance, ao meu lado, certamente não enxergaria. Pois é o que sempre faço, procuro ter tudo aquilo que não posso, gosto da ideia de desafio, mas quando o nível desse desafio se torna algo muito elevado, eu percebo que por fim, não sou tão forte assim.   Eu procuro de todas as formas, em todos os cantos, aquelas pequenas coisas que, por uma fração de segundo, fazem que eu acredite que algo está dando certo…e não está. A verdade é que eu prefiro manter minha ilusão e no meu amor idealizado, do que saber que a vida é bem mais que isso e que tudo é mais difícil do que eu acredito que seja.

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Ou eu e tu, ou nada.

Tu: – E o que faremos, então?

Eu: – O de sempre.

Tu: – O que?

Eu: – Nada.

Tu: – E tu fala como se fosse certo.

Eu: – E desde quanto tu é certo?

Tu: – E desde quando tu acha que sabe de mim.

Eu: – Mais do que imagina.

Tu: – Por exemplo?

Eu: – Sei que está apreensivo.

Tu: – Não.

Eu: – Sei também que você usa poucas palavras, quando não sabe o que fazer.

Tu: – Vou fazer o que sempre faço!

Eu: – O que?

Tu: – Nada.

Eu: – Pelo menos você reconhece.

Tu: – Ao contrário de você.

Eu: – Eu sempre fiz as coisas, você sempre ficou aí, sentando esperando.

Tu: – Fez o que? Além de jogar as coisas na minha cara.

Eu: – Corri atrás de você.

Tu: – Exatamente.

Eu: – Exatamente o que?

Eu: – Nunca quis alguém que corresse atrás de mim.

Tu: – O que tu quer, então?

Eu: – Alguém que corra ao meu lado.

2h49 am

É de madrugada que os demônios da insegurança e da saudade nos atacam da forma mais cruel, na madrugada, quando estamos mais sozinhos, eles aparecem pra tirar a pouca paz que nos sobra. De madrugada somos todos meio-vivos apenas, esperando essas angustias derem lugar ao sono e sermos completamente vivos, novamente. A madrugada pode ser a pior inimiga, quando se quer paz, ela vem e a arranca e ainda nos tira o sono e faz que nós a enfrentemos, tentando dormir, tentando fugir. A madrugada resulta em carência, carência em saudade, saudade em angustia, angustia em insônia e insônia em atravessar a madrugada sem poder se defender. Meus pensamentos são confusos e talvez complexos demais para mentes normais, o que me parece normal, considerando que são 2h49 am e os demônios estão começando a aparecer agora, mas tento resumir todo esse raciocínio apenas dizendo uma coisa: Tudo faz mais falta de madrugada.

Sobre alianças e algemas…

Ouvi dizer um dia, que não havia diferença entre alianças e algemas, ouvi dizer que namoro era como se você escolhesse colocar uma algema, se prender a alguém. Ouvi dizer que o amor não existe, que  o amor não passa de um sentimento que inventamos, pra poder ferir o coração do próximo. Mas eu não me encontro em uma posição de falar com conhecimento sobre isso, que eu mal sei o que é. Alianças hoje em dia, são usadas como desculpa para dar um pé na bunda de alguém, pra mostrar pras amigas, se gabando pelo preço e comparando com as dela. E quanto aos homens, bom… eles gastam o dinheiro deles com algo que provavelmente, terminará meses depois. Casais juram amor eterno, ou eu não sei o que é eternidade, ou eternidade são um ou dois meses.  Admiro casais que usam aliança apenas por amor, independente do valor e qualquer outra futilidade, o que hoje em dia, é raro. E porque chamam de algemas? Eu não considero que alguém se prenda a alguém, acredito que duas pessoas que realmente se amem, não precisam de algemas, para estarem juntas, não precisam morar no mesmo bairro, para estarem lado a lado, por fim, termino dizendo que, o amor é exatamente isso. O amor é presença, mesmo que haja 2 mil quilômetros entre um e o outro, o amor é isso, o amor dispensa algemas, o amor por si só, já é o bastante pra completar um coração, o amor não precisa de definição, de alianças ou algemas, o que o amor realmente é, bom…isso não cabe a mim falar, a única coisa que eu sei, é que, se é amor, será hoje, amanhã e o tempo que Deus permitir, pois acredito que, se amamos alguém, essa pessoa foi escolhida por Deus e apenas ele, pode decidir quando ela sairá ou não de nossas vidas, sem precisar de alguma chave, para abrir a algema, pois quando se trata do amor, propriamente dito, ela não existe.

Sentar e esperar pelo que não vem…

Eu, como de costume, estou sempre insatisfeita, não importa o que eu tenha, eu vou almejar algo fora do meu alcance. É isso que costumamos fazer, perdemos tempo com o que não temos e tampando nossos olhos ao que está ao nosso lado o tempo todo e ainda reclamamos depois. Parece que olhamos pra tão longe que desfocamos o que está estampado na nossa cara. Assim também acontece com o amor, sentamos e e ficamos parados, querendo que ele venha até nós e sofremos quando ele não vem. Sei que devemos correr atrás daquilo que queremos, mas eu permaneço parada, tendo medo de fazer algo que realmente mude a minha vida. Pois é, o problema é que nós, humanos, consideramos mais confortável, sentar e esperar e ainda culpar o destino, o cúpido e o caralho a quatro, pelo fato das coisas não acontecerem, sendo que a vida joga na nossa cara, milhares de vezes, que nós somos responsáveis pelo nosso destino, nós o fazemos, como bem entendermos, mas preferimos vendar os olhos e ver a vida passar, e ainda chamá-la de injusta, quando os injustos somos por fim, nós mesmos.

jogando palavras, moldando sentimentos.

Eu muitas vezes, só queria alguém que ouvisse aquilo que eu tenho a dizer, simplesmente ouvisse, não criticasse. Mesmo que eu esteja errada, mesmo que não faça sentido, eu só queria que alguém entendesse que muitas vezes, é disso que eu preciso…de um ombro amigo, um abraço e silêncio. É que quanto mais eu sofro, mas a vida vem jogar na minha cara a felicidade dos outros. Não sou o tipo de pessoa que inveja a felicidade dos outros, eu só queria tê-la também. Por muitas e muitas vezes, eu sento no chão do banheiro e choro, choro e choro até parecer que não existe mais lágrimas, tudo isso por que não gosto de falar sobre o que eu sinto, não consigo falar. Por isso, é só começar a falar, que os olhos ficam cheios d’água, por isso escrevo, é a saída que encontrei.  As vezes as palavras são as únicas que eu posso jogá-las e moldá-las como me der vontade, sabendo que, não importa o quão errado pareça o escrito, elas nunca irão sair de onde eu colocá-las, não irão sair de onde eu preciso que elas estejam, não irão discordar de algo que eu escreva, não irão dizer se estou certa ou errada, estarão apenas lá, transparecendo tudo aquilo que costumo esconder.