Sobre algo, sobre alguém.

Eu sou a sutil diferença entre o “te amo” e o “eu te amo”, eu sou a entrelinha, que diz mais do que o que é, por si, escrito, eu sou o que sobra de um sentimento, eu sou o vazio que preenche, o espaço que sobra, daquilo que um dia, era completo. E você? Ah, você é a proximidade mais distante de mim, é o que sobra entre o virtual e o contato físico, você é todas as coisas que me fazem escrever e ao mesmo tempo, me deixam sem palavras, você é a linha entre o meu imaginário e a minha realidade,  você é o nó que eu tenho na garganta e não faço a menor questão de se quer, tentar desatar. E eu, sou quem sente tanto que acaba não sentindo nada, eu sou a que diz que gosta da liberdade, mas se prende a você. E nós? É complexo a ponto que não consigo descrever e é simples de tal forma que eu sei e você sabe. E isso basta.

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Sentar e esperar.

É como se, de repente, você olhasse pro lado e não encontrasse algo reconfortante, algo que, deveria estar ali e não está. É difícil dizer adeus a algo que queríamos que nos pertencesse, mas não pertence.  Por isso eu lhe peço, fique aqui, me abrace nessa madrugada congelante, aqueça-me, enquanto a ponta dos meus dedos permanecem geladas. Por muitas vezes não faz sentido e no entanto, não deveria, de fato, fazer. Sinto frio, vazio, mas de alguma forma, é necessário tal sentimento, para que, quando puder, por fim, me sentir aquecida, lembrar-me das noites frias passadas em claro que foram necessárias, pra que algo enfim, mudasse. Mas enquanto não muda, cá estou eu, indo aos mesmos lugares, provando dos mesmos venenos, ouvindo as mesmas músicas, sentada no mesmo lugar, esperando pelo de sempre. Mas, de certa forma, algo me conforta, é que, eu sinto que esse dia irá chegar.

milhas e milhas.

Vejo tantos rostos desfocados, como se o teu fosse o único que conseguisse focalizar, observando cada detalhe seu, a forma de que você se move, a forma que o seu olhar se desprende do meu e olha pro lado, pra cima, a forma que sua bochecha  se mexe quando você sorri, a forma de como o vento move seu cabelo, a forma que age quando está com vergonha de algo, a cara de sono, a sua voz, o teu perfume em minha roupa, seu travesseiro ao lado do meu. Gosto da sensação de desfocar o mundo pra te enxergar melhor. Amo cada um desses detalhes, a forma de como você, lentamente, se aproxima de mim, me deixando entre seus braços, me dizendo ao pé do ouvido que sou o amor de tua vida e quando olho em seu olho e digo que você é o meu. Mas como todo bom sonho, eu acordo antes que você diga que me ama.

Siga.

Não adianta olhar pra cima, como se fosse o bastante pra se livrar da vontade de chorar.  Você sabe o quanto é difícil, os outros podem dizer que sabem, mas não, ninguém sabe. Se levante, seque suas lágrimas, e saia de queixo erguido por aquela porta, prove ao mundo que você é mais do que qualquer filho da puta que lhe disse que você não era nada, pois você é.  Eu sei que é difícil, por diversas vezes, não fui eu quem narrou a história, eu costumava protagonizar.  Chore, corra, grite, mas não desista, a felicidade não cai do céu. Sempre vai ter alguém pra rir do seu sonho, algum filho da puta que vai querer de fazer desistir, e sabe o que você deve fazer? Ria dele, assim como ele fez com você, pois você sabe aonde pode chegar. Veja por exemplo as rosas, eu meio a tantos espinhos, são lindas e exalam seu perfume a todos que queiram sentir. Você é como uma rosa, muitas pessoas entraram em seu coração, deixaram um espinho e te abandonaram, mas você não pode se deixar abalar por isso. Limpe as cinzas dos seus olhos e você virá o quanto ele é capaz de brilhar e não terá um filho da puta nesse mundo que irá ofuscá-lo.