A presença da ausência.

Ah… Quem sabe o que eu sinta nem mais amor seja, talvez seja apenas uma “válvula de escape” que eu encontrei, uma justificativa pra todos os outros dramas que tenho. Supondo então que realmente não seja amor, porque ainda insiste em me fazer chorar? Pode ser que eu tenha me acostumado a essa infelicidade a tal ponto que perdi a capacidade de enxergar a felicidade, mesmo que esteja a um palmo a frente apenas; ou eu sou mesmo pessimista a ponto de viver um momento feliz com aquele pensamento de “logo acaba”, deve ser aquele abismo de diferença entre o ser e o estar feliz. Minha felicidade sempre acaba antes que eu a perceba e eu me acostumei a viver com isso, me acostumei com essa “válvula de escape”, acostumei com a presença dessa ausência de amor.

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Sinto falta de sentir.

Não sei o que anda acontecendo, aliás, não sei nem se anda acontecendo algo. Eu, que já não tinha muito sobre o que escrever, me encontro mais vazia do que nunca. Confesso que prefiro esta vazia do que cheia de sentimentos negativos, mas o vazio machuca muito mais do que a dor, diversas vezes. As vezes é preferível sentir algo, mesmo que triste, do que não ter nada pra sentir. Não é tudo que tem me feito chorar recentemente, porém, poucas coisas me fizeram sorrir com sinceridade nos últimos dias. É estranho e um tanto masoquista esse meu pensamento sobre o sentir, ainda que não faça bem, mas não gosto de olhar pra mim e não encontrar nenhum sentimento, seja ele bom ou ruim. A verdade é que machuca, fere e chega até a sangrar essa falta de amor. Porém, o mais difícil não é o amor, é a reciprocidade. Pode ser que em algum momento, ele tenha aparecido, acontece que eu não consigo enxergar, talvez eu seja tão acostumada com a tristeza, que quando a felicidade aparece, eu desconfio e fecho todas as portas e quando eu as abro…não há mais nada ali.