meios amores…

Eu queria chegar aqui e ter clareza nas palavras, queria saber o que quero dizer, até onde quero chegar, mas eu não sei de nada, o que eu sei é que do jeito que está, eu não aguento mais. Eu perdi a motivação, perdi o controle das coisas, perdi o senso de direção, perdi o medo…perdi você. E agora, o que eu faço com todo esse vazio que ficou aqui, dentro de mim?
Eu ando tentando preenche-lo de diversas formas, as vezes até consigo, mas é como encher um balão de ar, basta uma brecha, ainda que quase invisível a olho nu, ele escapa aos poucos e torna a ser vazio.

Não sinto falta de uma presença específica, que aliás, nem presença era, propriamente dita. Sinto falta de razão, de emoção, de sentir, da reciprocidade.
Se eu tivesse a oportunidade de te-lo aqui, como nunca tive, talvez eu até exitasse em aceitar tua presença, pois sequer saberia se era apenas aquela vez, se era definitivo…e honestamente, se não fosse pra ter algo por completo, alguém que seja meu a cada detalhe, a cada qualidade e defeito, que fosse meu cada fio de cabelo, cada desvio de olhar, seria melhor nem ser.
Afinal, não me parece justo ter alguém parcialmente, ter alguém em seu tempo vago, acho preferível a solidão a “meios-amores”, não me contento com o incompleto, nunca me contentei.

Porém, não aguento mais essa estaca zero que eu me encontro desde que perdi alguém que eu nunca sequer cheguei a ter, de fato, mas fez falta.

As vezes ainda faz, mas passa.

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Eu sinto…tanto.

Esses dias eu andei pensando sobre o “sentir”, afinal, se sou tão sozinha, porque ainda tem algo dentro da minha cabeça, que fica gritando que eu sinto algo. Mas eu honestamente não sei se saberia responder, caso alguém viesse agora me perguntar dos meus sentimentos. Aliás, eu nunca fui a melhor pessoa do mundo pra compreender essas coisas, mas de uma coisa eu sempre soube: Dói não ter alguém.

E de tantas coisas que eu pensei sentir, eu conclui que eu sinto falta. Sinto falta de presença, quero afastar essa ausência, esse vazio, pra um lugar que eu perca de vista.  Também sinto medo, medo daquilo que eu nem conheço, medo de decepção, medo de perder o medo, medo de jogar tudo pro alto, sem calcular o quão alta pode ser a queda, e que vai doer em mim.

Frequentemente eu me pergunto ” – Pra que tanto sentimento?”, mas sinceramente, se eu tivesse a opção entre não sentir e sentir, eu optaria pelo “sentir”.  Embora eu saiba que quando abrimos o peito para coisas boas, damos espaços a sentimentos ruins, mas eu não conseguiria viver sem esse turbilhão de sentimentos, que ora confundem a cabeça, ora confundem o coração e quase sempre, confunde a vida…mas faz parte.

A verdade é que eu me recuso a acreditar que não existe mais amor nesse mundo. Eu acredito que o amor exista, sim, mas anda muito banalizado e eu acho que tentar se livrar dos meus sentimentos, não ajuda em nada. Eu não me importo com a forma que os outros tratam o amor, que eu sequer tenho, mas se tivesse, faria o que tivesse ao meu alcance pra que permanecesse, pois só quem sabe o que é ser sozinho, é capaz de tratar um sentimento como realmente deve ser tratado.

E se…a gente…talvez.

Não foi erro meu, nem foi erro teu. Simplesmente não era pra ser, mas a gente não via.
Lembro de todas as vezes que era pra ter sido, mas não foi, e eu culpava o meu azar ou o teu.
Acontecia tudo que fosse possível pra evitar que nós nos encontrássemos e conseguiram; Não foi minha a culpa, nem tua.
Tinha algo em você que te afastava de mim, ou em mim, não sei, que nos afastava, mas nós insistíamos. Pode parecer imaturo da minha e da tua parte persistir tanto no mesmo erro, mas e quando nós não sabemos que estamos errados?
Mas porque? ta aí a pergunta que eu esqueço durante os dias, mas questiono nas madrugadas mal dormidas.
É difícil admitir pra nós mesmos o quão cegos somos capazes de ser quando não queremos encarar algo como realmente é, e quando encaramos, dói. A verdade é que eu não queria aceitar e você acabo aceitando isso antes de mim…poderia ao menos ter me avisado ou explicado, talvez tivesse sido mais fácil encarar…TALVEZ.

Esse vazio.

É incrível a quantidade de sentimentos que somos capazes de superar.
É incrível a quantidade de pessoas que somos capazes de esquecer de arrancar de nossas vidas, ora por vontade própria, ora por simplesmente sermos obrigados a isso.
Mas acontece que cada pessoa que sai de nossas vidas, levam um pouco de nós junto a elas.
E o meu medo é de acabar ficando vazia.

(não) é só de amor que eu sei falar.

Durante esses dias que passei ausente de textos de amor, que havia prometido a mim mesma que não escreveria mais sobre as mesmas pessoas, sobre amores antigos e mal resolvidos, e acho que eu realmente estou conseguindo. Sabe como é, quando a gente passa um tempo sentindo a mesma coisa, desacreditamos que vai mudar, fechamos os olhos e quando abrimos, está tudo diferente; O que eu quero dizer é que eu havia aprendido a viver naquele estado depressivo e de tão acostumada a senti-lo, achei que havia se tornado característica pessoal já, mas não era. Era só uma fase, que durou o bastante que quase me convenceu que era definitiva.
Aquela música que te afetavas, não afetas como antes, ou nem afetas. Aquele poema que te derramava lágrimas, hoje só te remete a um passado o qual você sequer faz questão de voltar.
É aquele choque de realidade quando tu pensa “Eu consigo viver sem” e até melhor, mas havia me acomodado a esse sentimento destrutivo pra evitar a sensação de vazio, pois por diversas vezes parece que é preferível um sentimento ruim a não sentir nada. E dentre as coisas que eu descobri, descobri que não sentir nada, não criar expectativas, pode ser melhor do que aquele velho acumulo de esperança que temos guardado dentro da gente, pois quem nada espera de ninguém, facilmente pode ser surpreendido por algo ou alguém, e quando eu digo isso, é algo abrangente a todas as pessoas que temos na vida, não apenas sobre relacionamentos amorosos. Toda e qualquer surpresa, não importa de quem venha, a hora que venha, nos faz suspirar. E é disso que eu preciso, sair dessa monotonia tediosa e me deixar livre a surpresas e não viver lamentando essa falta de amor e esse vazio. O que for pra ser, seja hoje, amanhã ou daqui há um ano ou dois, será, e existem outras formas de viver do que olhar o calendário dia após dia, esperando que o amanhã seja melhor que o hoje e sim, fazer com que o hoje seja melhor que o ontem. E com o tempo, o amor deve aparecer…ora ou outra, quando a gente não estiver esperando por ele, ou seja, pare de esperá-lo e deixe-se livre pro que tiver que ser.

Até mais.

Se a vida é feita de etapas, de transições, comigo esse ciclo não seria diferente. Há um tempo venho escrevendo, e de maneiras diferentes, mas com um mesmo foco, pensando nas mesmas coisas, mesmas pessoas…mas eu não quero mais isso, não faz sentido como já fez um dia e não me importa como já importou.
Acontece que eu sei como é ter um coração partido, repartido e tripartido. Mas passa, ora ou outra, passa. Mas passar é diferente de esquecer. É exatamente isso, eu não esqueci, mas passou.
O que eu quero dizer é que não faz sentido (mais) escrever sobre esses assuntos que venho repetindo, eu sequer sei o que eu quero, mas o que eu sei, é que não cabe aqui, e essa transição me fez tomar uma decisão, que é parar de escrever aqui por um tempo indeterminado, só voltarei a postar aqui quando eu realmente me livrar desse peso do passado que carrego nas costas, encontrar um novo presente, uma nova realidade, novos sentimentos, novos lugares…e um novo eu, talvez.
Bom, deixo aqui o meu “muito obrigada” a quem gastou uns minutos do dia de vocês, abrindo esse blog, de uma anonima, mas que tem bastante a dizer, agradeço muito a vocês. E pra aquelas pessoas que já me falaram “Tu escreveu o que eu to sentindo”, eu espero sentir coisas melhores e que vocês possam continuar dizendo isso!
Até breve, o mais breve possível.

Sobre todas as coisas que eu…

E você quebrou a promessa, quebrou o pra sempre, quebrou o coração de quem jamais quebraria o teu.
E partiu, sem mais nem menos, sem um aviso prévio ou um adeus, deveria ao menos ter deixado um pouco de morfina do lado do meu travesseiro, pois sabia que eu precisaria, quando acordasse e não te encontrasse ali.
E eu chorei, chorei a ponto de achar que não havia mais uma gota d’água dentro de mim a ser chorada, mas passou…ou está passando.
Mas eu já deveria saber desde o começo que a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, e é necessário perguntar de quem é o lado mais fraco?
Agora eu estou aqui, revirando a minha vida atrás de algo que me traga motivação. Procurando algo que seja de verdade e que seja meu e a única coisa que eu encontro é uma vontade imensa de jogar na tua cara que tu nunca vai encontrar alguém que sinta um terço do que eu senti por você. Falar que fez falta entrar na internet e não ter nada teu relacionado a mim lá, e que doeu ler outro nome no lugar do meu. Dizer que por tua culpa, eu tenho medo de acreditar em qualquer pessoa que pareça gostar de mim, afinal, parecia que você gostava de mim. Queria te dizer que não sinto mais aquelas borboletas no estomago, pois meu organismo criou uma espécie de veneno como auto-defesa, que as afastava, mantendo-as longe de mim.
E que apesar de tudo, queria lhe agradecer, pois eu posso ao menos dizer que sou uma pessoa mais forte do que era há uns anos atrás e a pessoa que escreve tudo isso hoje, não é a mesma que você conhece, a pessoa que escreve tudo isso aqui não sente tua falta, mas sim, que lamenta…Pois eu lamento, lamento que tu tenha descartado da tua vida alguém que faria qualquer coisa pra não ver uma lágrima se quer nos teus olhos, porque se eu visse isso, agora, honestamente, eu não me importaria.
Só eu sei quantas dessas escorreram dos meus olhos e você não se importou, se quer ficou sabendo.
Agora vai lá, encontra alguém que faça 5% de tudo que eu faria por você e seja feliz aí, porque eu serei aqui, eu juro.