(não) é só de amor que eu sei falar.

Durante esses dias que passei ausente de textos de amor, que havia prometido a mim mesma que não escreveria mais sobre as mesmas pessoas, sobre amores antigos e mal resolvidos, e acho que eu realmente estou conseguindo. Sabe como é, quando a gente passa um tempo sentindo a mesma coisa, desacreditamos que vai mudar, fechamos os olhos e quando abrimos, está tudo diferente; O que eu quero dizer é que eu havia aprendido a viver naquele estado depressivo e de tão acostumada a senti-lo, achei que havia se tornado característica pessoal já, mas não era. Era só uma fase, que durou o bastante que quase me convenceu que era definitiva.
Aquela música que te afetavas, não afetas como antes, ou nem afetas. Aquele poema que te derramava lágrimas, hoje só te remete a um passado o qual você sequer faz questão de voltar.
É aquele choque de realidade quando tu pensa “Eu consigo viver sem” e até melhor, mas havia me acomodado a esse sentimento destrutivo pra evitar a sensação de vazio, pois por diversas vezes parece que é preferível um sentimento ruim a não sentir nada. E dentre as coisas que eu descobri, descobri que não sentir nada, não criar expectativas, pode ser melhor do que aquele velho acumulo de esperança que temos guardado dentro da gente, pois quem nada espera de ninguém, facilmente pode ser surpreendido por algo ou alguém, e quando eu digo isso, é algo abrangente a todas as pessoas que temos na vida, não apenas sobre relacionamentos amorosos. Toda e qualquer surpresa, não importa de quem venha, a hora que venha, nos faz suspirar. E é disso que eu preciso, sair dessa monotonia tediosa e me deixar livre a surpresas e não viver lamentando essa falta de amor e esse vazio. O que for pra ser, seja hoje, amanhã ou daqui há um ano ou dois, será, e existem outras formas de viver do que olhar o calendário dia após dia, esperando que o amanhã seja melhor que o hoje e sim, fazer com que o hoje seja melhor que o ontem. E com o tempo, o amor deve aparecer…ora ou outra, quando a gente não estiver esperando por ele, ou seja, pare de esperá-lo e deixe-se livre pro que tiver que ser.

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