(…) Mas eu nasci sem muros.

“- Uma xícara de café, morfina e uma dose de anti-depressivo, por favor!”
Disse dentro da minha cabeça. Pensei em falar alto, mas lembrei-me que ninguém escutaria. Já havia tentado isso antes.
Eu poderia encostar a cabeça no meu travesseiro, tomar alguns remédio que me dessem sono e deitar. Mas eu preciso colocar pra fora isso, de alguma forma.
Dói colocar meus sentimentos em uma página em branco e escrever, escrever e escrever e não conseguir um verso feliz, se quer.
Sabe, eu sinto saudade, uma saudade de um tamanho incalculável de mim. De quem eu já fui um dia da pessoa que acreditava, que sorria, que não tinha medo.
Tudo seria bem mais fácil se eu não me importasse, se eu agisse da mesma forma que agem comigo, se eu me desapegasse, se eu esquecesse, me libertasse. Porém, o que me conforta é saber que se nada é pra sempre, isso deve valer tanto pra sentimentos bons, quanto pra ruins. Ou seja, vai passar…um dia, passa.

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