(nem) tudo tem seu preço.

A gente acha que precisa de tanta coisa, mas quando encostamos a cabeça no travesseiro, não é de nada disso que a gente sente falta. E sim de deitar a cabeça no travesseiro, pegar o celular e ter um “boa noite”, é a certeza de que alguém, ainda que estando longe, corresponde aos seus pensamentos antes de dormir, é ter com quem sonhar, sabendo que o sonho não acabará quando acabar a noite de sono, é isso que faz falta, e não o aparelho novo de celular, a roupa nova ou de qualquer outra coisa financiável.
A gente se apega a tanta coisa, a gente compra tanta coisa, a gente quer comprar tanta coisa, tudo pra preencher o vazio de coisas que o dinheiro não paga.
Não é questão de lição de moral, não é a velha hipocrisia de “dinheiro não trás felicidade”, dinheiro trás felicidade, mas uma felicidade que acaba, que quebra, que é substituível por uma mais tecnológica.
Pode ser que alguém me questione e fale “algumas pessoas se vendem”, o que eu julgo um argumento inválido, pois pessoas vendem o corpo, não o coração. As pessoas entregam o seu coração a alguém, e cabe a esse alguém cuidar bem ou não, mas acontece que por diversas vezes, as pessoas esquecem que ainda não inventaram nenhuma cola ou conserto para um coração partido.
Afeto não se compra, reciprocidade não se vende e por aí vai (…)

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Mudanças.

Algo mudou, algo está mudando. Não quero falar muito sobre tais mudanças, pelo menos não ainda, mas ao que me parece, é o preenchimento de um espaço que eu tinha, um vácuo ocupado apenas por lembranças ruins.
Tô voltando a acreditar em algumas coisas e em outras, estou começando a acreditar e isso está bem estranho.
Sem detalhes, pois se quer tenho tanto a detalhar, apenas a primeira página de algo que eu espero que me faça escrever muito mais, mas no momento, estou tentando escrever algo sem sequer saber o que, mas é algo bom o bastante pra ser compartilhado, bom o bastante pra ser vivido, não só escrito.
Mas como sempre, eu tenho medo de mudanças, medo de perder o que se quer posso chamar de meu, mas eu chamo. Decepção sempre foi algo tão frequente na minha vida que quando algo parece certo, eu tenho medo. Mas assim como há o medo, há a vontade de explorar, de descobrir mais, de viver, de deixar ser e se me perguntassem agora o que é maior, o medo ou essa vontade de ter novas histórias pra contar, certamente eu escolheria a segunda opção. Decidi que preciso viver, e pra viver é preciso deixar o medo de lado, pelo menos uma vez.
“Não existe procura sem algo pra encontrar…Não vai ser como antes, eu me nego a fracassar.”
Não quero rotular esse turbilhão de novos sentimentos e nem quero explicá-los, pois se quer os entendo, só sei que quero que eles permaneçam aqui e espero que eu não esteja pedindo demais.