Sobre tudo aquilo que não faz sentido.

As músicas de amor não fazem mais sentido. O amor não faz mais sentido, nem eu faço sentido. As vezes eu vejo amores alheios e me pergunto se tudo aquilo é real, ou se são apenas duas pessoas colocando alguém no lugar de quem não está mais ali e seguindo em frente.

Tantas pessoas dizendo sentir o que não sentem, enquanto muitas oprimem seus sentimentos por diversos motivos. Por isso mesmo que eu reafirmo que o amor não faz sentido, ou até faz e somos todos nós que não fazemos, talvez, o que eu sei é que eu não sei de mais nada, e sigo tentando aprender, alguém me ensina? ou eu terei que aprender tudo isso me baseando na vida amorosa de terceiros? Por favor, me ensinem.

Quando eu era mais nova, acreditava que o amor era algo que só traria coisas boas, no decorrer dos anos fui colecionando feridas que desmentiam a minha tese. Eu nunca fui do tipo de pessoa que acreditava em “pessoa certa”, mas a existência de tantas pessoas erradas me fizeram acreditar na existência dessa tal pessoa certa, não sei se existe uma ou mais pessoas que podem ser certas pra alguém, afinal, é engraçado pensar que em um mundo com mais de 7 milhões de pessoas, exista apenas uma pessoa certa para cada um, são infinitas as possibilidades de erros, sendo assim, a chance de morrermos sem encontrar essa pessoa é infinitamente maior do que de encontrarmos, por isso eu acredito que existam pessoas certas, não de uma forma “limitada”, mas acredito que qualquer pessoa que não seja “errada” pra alguém, pode se tornar o certo, não acho que sentimentos sejam predestinados, acredito no acaso, em conhecer alguém em um dia qualquer, e essa pessoa ser certa pra você.

Acredito que o único pra sempre que existe, está dentro da gente, mesmo que alguém se ausente, suma ou até mesmo morra, se estiver vivo dentro de ti, é eterno. E acredito que não só as coisas boas são capazes de se eternizar na gente, acredito que cada ferida, ainda que cicatrizada, deixa um medo. É mais ou menos aquele medo bobo de infância, que mesmo tendo ciência do quão bobo é, não conseguimos nos livrar. A gente quer um amor, a gente vive o amor e quando o amor acaba, a gente quer fingir que nada aconteceu, e isso não faz sentido. Acho que a única maneira existente de não carregar o fardo de algumas lembranças é só não vive-las, mas vale a pena? Vale a pena deixar de viver algo que, ainda que no futuro lhe traga arrependimentos, mas lhe faz bem hoje, por medo do amanhã? E é por isso que a gente arrisca, mesmo com medo, a viver o amor, a gente não pode simplesmente se fechar pro mundo só pra evitar lembranças ruins e consequentemente, nos livrarmos das boas também.

O amor não faz sentido e viver sem o amor não faz sentido.

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Enredo.

Eu ando tendo bastante tempo pra pensar, e no decorrer dos pensamentos, eu cheguei na conclusão de que eu estou aonde eu deveria estar (por enquanto). Nunca é fácil admitir pra nós mesmos que vivemos uma mentira, onde só nós eramos verdadeiros, mas um dia a gente enxerga isso. Você pensa que colocou alguém no meu lugar, e se eu te disser que esse não era o meu lugar? Não sei aonde é, mas sei que não é perto de você, porque eu sou de verdade o bastante pra saber que o meu lugar não é de mentira, e você é tão de mentira quanto esse lugar que eu acreditei me pertencer por tanto tempo.
Em um livro, a gente tem a opção de ler a última página, e se não gostar do final, escolher outro, queria que na vida fosse igual, saber como algo terminaria, antes de começar, não precisar ler o livro inteiro pra descobrir que ele não termina da forma que a gente quer.
“Se a gente já soubesse como vai ser a viagem, antes mesmo de comprar nossa passagem, a gente já virava pro outro lado e dormia, tão só.”
Eu quero resenhas, eu quero resumos, eu quero spoillers, eu quero algo que me alerte quando eu estiver vivendo a história errada, quando eu estiver tentando ser protagonista de um livro onde eu não passe de uma figurante ou personagem secundária. Eu quero estar no meu lugar, quero protagonizar, eu quero um bom enredo, eu só não quero ficção, eu quero um bom livro baseado em fatos reais.

Nós…quem?

E lá vamos nós de novo…nós? Nós quem? Ok…vou começar de novo; e lá vou eu de novo, mas pra onde? Não sei, eu nunca sei, mas seja lá onde for, será um lugar melhor de onde eu estou agora, porque dessa vez eu não quero depender de ninguém pra chegar em algum lugar, só de mim, era o que eu deveria ter feito desde o início, mas é que a gente sabe o quão grande é uma queda, quando nos atiramos. A verdade é que a gente só aprende a andar com as próprias pernas quando não temos a quem nos apoiar, ou quando enxergamos que nunca tivemos, e nunca precisamos. Nós temos a nós temos, e temos a certeza de que não existe alguma forma de “auto-abandono”.
Essa inexistência do “nós” se deve a necessidade que eu tinha de aprender que eu estou sozinha…Antes só do que com você. É como diz aquela velha música, sobre velhas novidades – Somos dois menos você, somos um só sem saber aonde ir. E é bem por aí mesmo.
Mas eu não quero mais saber, eu nunca sei mesmo, eu não me importo em estar sozinha, afinal, eu nunca pedi pra você entrar na minha vida, você não pediu pra sair dela, eu não pedi satisfações, você não pediu pra eu ficar, eu não pedi nada…eu não quero nada, não de você, não mais.
Agora eu não quero mais encontrar em você a minha saída.