Perdas.

Perdi a razão, perdi a calma, e o pior de tudo, perdi a coragem.
Perdi o encanto, perdi a magia.
Me perdi no caminho pra casa.
Perdi o sono, perdi até algumas tristezas, as quais eu não faço a menor questão de ter de volta.
Perdi o ônibus, perdi o show da minha banda preferida.
Perdi meu celular, até peso eu perdi, nos últimos tempos.
Perdi meu emprego e tive que ficar em casa o dia inteiro.
Perdi a hora e acordei na hora do almoço.
Perdi a fome, perdi a bala que sempre levo no meu bolso.
Perdi a chave de casa, perdi festas de aniversário.
Perdi o voo, perdi um dia de sol.
Perdi meu óculos, e fiquei enxergando mal o resto da tarde.
Perdi meu tempo, perdi o seu tempo.
Perdi o controle, perdi falsos amores.
Me perdi, te perdi, me encontrei, não quero te encontrar mais.
Perdi o controle, perdi tanta coisa, que perder você, no fim das contas, foi o de menos.

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A guerra acabou.

Eu vim em busca de paz, eu vim pedir pra que parem com essa guerra – dentro de mim – logo. 
Vim levantar a bandeira branca, abortar a missão, desistir da batalha, meu emocional é surrado demais pra colocá-lo em conflito. 
Eu me rendo. 
Deixa por conta do cérebro de agora em diante.
Deixa o emocional em segundo plano, ele não sabe o que faz.
Dessa vez, eu quero ter o controle, e não que me controlem.
Acabei com essa guerra, sem vencedor ou perdedor, sem conquista ou derrota.
Acabei, antes que ela acabasse comigo.
Acabei sem vitória, mas sem feridas.
Sem nada a mais, bom ou ruim. Porque é preferível sair sem nada a mais do que perder o pouco que se tem.
E cá estou, indo pra casa, segurando a bandeira branca, pedindo paz, paz interior.
Voltando pro meu lugar.
A guerra finalmente acabou.