“A falta que a falta faz.”

Faço poesia com o que sobra do amor, com o amor que sobra, com o que falta, com o que nem conheço, com o que queria conhecer.
Eu falo sobre tudo e nada, sobre todos ou sobre nada mais que nós mesmos.
Eu sinto medo de sentir, sinto falta de sentir, sinto medo de não conseguir deixar de ter medo.
Mas eu me arrisco, colocando em jogo todo o emocional que eu já tive o trabalho de reconstruir infinitas vezes.
Eu levanto, recolho os cacos do chão e penso em alguma maneira de seguir em frente deixando o medo no meio do caminho, mas eu sempre falho.
Eu quero chegar lá, sem nem saber aonde é exatamente “lá”, eu quero um lugar que eu tenha paz, eu quero uma boa companhia, eu quero não sentir mais medo.
Eu quero encostar a cabeça no travesseiro e deixar os pensamentos da madrugada pra lá, pelo menos por uma noite.
Na verdade eu peço tanta coisa pra tentar esquecer que o que eu não suporto mais é dormir e acordar sozinha, sem mensagem pra eu ler, sem um “bom dia” ou qualquer coisa dessas que fazem a gente sorrir o resto do dia. Eu só queria o meu sorriso de volta.

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O amanhã…

Eu poderia vir falar de amor, de saudade e de tudo que eu já cansei de falar sobre. Poderia, mas não vou. Eu falava de saudade, quando você fazia falta. Falava de amor, quando eu te amava, e eu não vou falar do passado. 

Vou falar do agora, que embora não tenha nenhum drama ou história amorosa que valha a pena escrever, qualquer coisa é melhor do que voltar a escrever sobre alguém sequer lembra que você existe. 

E se eu não tenho o que escrever sobre o “agora”, sobre o que eu poderia escrever, deve ser o que algumas pessoas devem ter pensado no decorrer das palavras até aqui, e eu respondo: Eu ainda posso planejar. Posso fantasiar. Posso esperar por mudanças, porque, a gente vendo ou não, as mudanças acontecem todos os dias, sendo elas pequenas ou grandes, significativas ou sem importância, elas sempre estão ali. E é disso que eu quero falar, se eu não sei do hoje, eu posso criar um amanhã. 

Se está errado hoje, pode estar certo amanhã, quem sabe? Se hoje eu me sinto só, talvez amanhã eu acorde com alguma companhia agradável do meu lado, difícil, mas quem sabe? 

Pode parecer loucura, mas acreditem em mim, a realidade é mais enlouquecedora que qualquer fantasia. 

Pode parecer sonho, mas acreditem em mim novamente, qualquer sonho é melhor que uma realidade estagnada. 

E eu sei que algum dia, seja lá quando for, tudo que eu escrevi aqui, agora, vai fazer algum sentido, e eu vou pensar: Eu sabia. 

 

Ensaio sobre os meus escritos.

Escrevo bem menos do que já escrevi um dia, e recentemente estive pensando no porque disso.    Analisando o fato de que eu escrevo tristezas, quanto menos eu escrevo, melhor eu deveria me sentir, mas não tá sendo assim, o que só faz eu me questionar ainda mais do porque disso. Será que eu desaprendi? Ou será que eu ando sem tempo? Tempo eu tenho, e se tivesse desaprendido, não estaria escrevendo sobre isso. Porque então? Segui pensando sobre isso, até que cheguei a única resposta que me parecia plausível, e é tão óbvio que eu me senti idiota por não ter pensado nisso antes, eu não escrevo porque não há nada pra escrever, faz um bom tempo que eu escrevo sobre coisas que nem são exatamente sobre minha vida, porque nada que aconteça nela vem sido interessante o bastante pra virar um texto, tá faltando emoção, tá faltando alegria, tá faltando drama, e no meio a tanto pensamento, cheguei a um raciocínio final: Eu preciso fazer mais do que ser um peso morto no mundo, eu preciso viver, pra que assim, tenha sobre o que escrever.