“A falta que a falta faz.”

Faço poesia com o que sobra do amor, com o amor que sobra, com o que falta, com o que nem conheço, com o que queria conhecer.
Eu falo sobre tudo e nada, sobre todos ou sobre nada mais que nós mesmos.
Eu sinto medo de sentir, sinto falta de sentir, sinto medo de não conseguir deixar de ter medo.
Mas eu me arrisco, colocando em jogo todo o emocional que eu já tive o trabalho de reconstruir infinitas vezes.
Eu levanto, recolho os cacos do chão e penso em alguma maneira de seguir em frente deixando o medo no meio do caminho, mas eu sempre falho.
Eu quero chegar lá, sem nem saber aonde é exatamente “lá”, eu quero um lugar que eu tenha paz, eu quero uma boa companhia, eu quero não sentir mais medo.
Eu quero encostar a cabeça no travesseiro e deixar os pensamentos da madrugada pra lá, pelo menos por uma noite.
Na verdade eu peço tanta coisa pra tentar esquecer que o que eu não suporto mais é dormir e acordar sozinha, sem mensagem pra eu ler, sem um “bom dia” ou qualquer coisa dessas que fazem a gente sorrir o resto do dia. Eu só queria o meu sorriso de volta.

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