Ficção.

É tudo fictício.
O amor é fictício.
E o ódio também.
A verdade é fictícia.
E a mentira também.
O sonho é fictício.
A realidade também.
A saudade é fictícia.
E a presença também.
O abraço é fictício.
A distância também.
As palavras são fictícias.
E os pensamentos também.
A lembrança é fictícia.
E a nostalgia também.
Eu sou fictícia.
E você também.

Mas, por fim das contas, eu acho que não há ninguém nesse mundo que não goste de uma ficção.

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Efeito placebo.

Não está fácil, não é e nunca foi fácil, mas eu sinto como se a cada dia, se tornasse mais difícil essa história de fingir felicidade quando se está desmoronando. Fingir o sorriso quando o seu emocional tá surrado e no chão.
Sempre aproveitei do meu dom pro drama pra criar histórias sem final feliz, mas sempre procurava ter um fio de esperança que não saíssem da ficção. O pior drama é o da realidade.
Tá tudo errado, eu to toda errada, eu sou toda errada.
” – Garçom, me dá uma dose do que você tiver de mais forte.”
” – Moça, me empresta teu isqueiro?”
Quero estar bêbada até que eu pareça feliz, quero um cigarro só pra não sentir o vazio entre os meus dedos.
Quero ocupar a minha alma com essas drogas que me fazem por um momento, esquecer de todo esse desgaste emocional.
Preciso de morfina, preciso de efeito placebo que engane o meu psicológico e me faça acreditar que essa tristeza toda foi embora…pra sempre.
Eu bebo tudo isso, uso tudo isso, penso tudo isso pra ter a ilusão de que eu sinto algo que não seja medo. Eu queria sentir qualquer coisa que me tire desse vazio emocional. Eu quero meus sentimentos de volta, seja lá com quem esteja, me devolve, por favor.