O inteiro das metades.

Eu não sou do tipo de pessoa que rascunha um texto até que ele pareça o mais bonito possível, eu raramente o faço, eu gosto de escrever e deixar como está, porque a forma mais honesta de fazer algo, é quando você a faz pela primeira vez, sem exigir perfeccionismo. Isso vem com o tempo, se for pra vir. 

No universo literário, a teoria funciona, mas e quando eu aplico-a na vida, o efeito não é como o planejado.

Fazer algo por impulso, pode – e provavelmente – dará errado. O rascunho é importante na vida real. Mas quem muito rascunha, pouco finaliza, então alguém me diz, de que vale um bom poema, bonitas rimas, se ele não se concretizar? Sem um ponto final, pra concluir o raciocínio, ele perde o sentido, e assim é na vida, de que vale uma paixão arrebatadora, que chega de repente, mas que termina do mesmo jeito que começou? 

Basicamente, por maior que a chance de algo dar errado por não ter sido planejada, reescrita e rascunhada, que seja de última hora, mas que seja por inteiro, a imperfeição de algo não o torna menos belo, tanto no mundo real quanto no literário, valorizem a história que, mesmo com suas imperfeições, tem continuidade, se conclui, se concretiza. Imperfeições são melhores do que contos-de-fadas com data pra acabar. 

Vivam as imperfeições do dia-a-dia, vivam e as concretizem. Quem busca só beleza, fica na metade, se tem final, não é de verdade, vivam e procurem sempre por continuidade. 

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