Por perto.

Há um tempo atrás, ao perguntarem “Você gosta de alguém?”, eu afirmava que não sem pensar duas vezes, eu estava bem sozinha, eu não sentia nada por ninguém, porque tudo isso era uma grande idiotice que as pessoas inventaram pra tentar ser feliz ou ter à quem culpar por sua tristeza. Hoje eu não sei se eu resolvi procurar alguém pra culpar ou pra ter sobre o que escrever. 

Deveria ser de total obrigatoriedade a reciprocidade do que a gente sente, mas não é bem assim. E o pior que sentir algo, é não ter motivo nenhum aparente pra não sentir, mas a falta de reciprocidade por si só deveria bastar. Mas não existe nada nele que me consiga sentir raiva, repulsa ou qualquer sentimento “afastador”, não existe nada lá que não me faça querer estar por perto, mesmo que em silêncio, só vendo a capacidade que esse cara tem de iluminar um ambiente por simplesmente estar nele.

E eu achei que eu poderia ter esse brilho como exclusividade minha. Não, eu não pude. Mas eu gosto de observar mesmo assim. Gosto de ver o quão as pessoas ao redor o observam (não-tão-bem-como-eu), gosto de conversar sobre qualquer coisa só pra estar-conversando-com-ele, gosto à tal ponto que prefiro ser uma amiga do que cogitar não ser nada..Porra! Eu gosto dele, por mais pré-adolescente que eu me sinta escrevendo isso. 

(O meu eterno quinze anos que se manifestou nesse texto. Meu eu-de-quase-vinte-e-um-anos não tá sabendo se expressar recentemente. Todo mundo é um pouco pré-adolescente quando se trata de falar de sentimentos, eu acho.)

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