O trago, o estrago.

O ano começou cheio de garrafas vazias.
De copos vazios.
Cheio de bitucas pelo chão.
Coração vazio.

Preciso dessa morfina, desse prazer que a gente compra pelas vielas, por aí.
Eu perdi o controle.
Encontrei minha válvula de escape pelas ruas, entre um trago e um gole.

Tão só.
Tão bêbada, tão chapada.
Tão vazia.
Tão por aí.

O cigarro, o trago, o estrago.
O copo, a bebida, o vazio.
A morfina, o prazer, perder, não ter.

No fone eu ouvia uma música que dizia o seguinte:

“Fumei meus bagulhos e bebi todo meu vinho.
Decidi fazer um novo começo,
Indo para a Califórnia com uma dor no meu coração.
(…) Acho que talvez eu esteja afundando
Me jogue uma corda, se eu alcançá-la a tempo
Eu te encontrarei lá em cima onde o caminho
Segue reto e pro alto”

Só queria que me alcançassem.
Mas está cada vez mais fundo.
E fundo…
E no fundo, eu afundo.

(Trecho citado retirado da música Going to California – Led Zeppelin)

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