Nós.

Ele apareceu do nada, como muitos outros já apareceram, e quando eu me dei por mim, eu queria que ficasse um pouco mais. Queria que ficasse muito mais. Queria apenas que ficasse.

Eu achei que seria coisa de uma noitada, resultado de excesso de álcool, eu achei que não era nada demais. E era tudo, tudo demais.

Eu apareci na vida dele antes dele aparecer na minha, ele me olhava e eu nem o conhecia (mas meu Deus, como eu pude demorar tanto pra perceber?)

Ele apareceu na minha vida num dia de semana qualquer, e continuou outros dias, e outros, e outros e eu só consigo desejar que continue “continuando” outros e mais outros.

Eu não achei que ele era o que eu queria até eu querer. Não achei que seria algo a mais antes de ser.

E parafraseando Charles Bukowski:

Amor é tudo aquilo que nós dissemos que não era.

(E eu não achei que seríamos “nós” antes de sermos)”

E a coisa que eu mais quero agora é que sejamos capazes de desatar todos os nós que tentem nos impedir de sermos NÓS.

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