Por acaso

 

Eu nunca sei como começar nenhum texto, nenhuma conversa, nunca faço nada premeditadamente, eu não faço planos, eu sou o acaso.

Te conheci por acaso, como eu costumo conhecer todo mundo, mas por acaso, você ficou.

Eu conheço muitas pessoas, em muitos lugares, mas gosto de poucas. Parece insensível esse tipo de afirmação, mas, de que vale gostar um pouco de todo mundo e não gostar de verdade de ninguém? Eu gosto muito, mas de poucos. Mas gosto por inteiro, de todo coração que se pode gostar de alguém.

E por acaso eu gostei de você.

Intensamente, como todo sentimento deveria ser sentido.

Não suporto meio termo, gente que gosta de todo mundo pela metade, que diz que ama alguém, mas desiste logo de cara.

Talvez eu seja a exceção mesmo, mas eu não sei lidar com esses amores mornos, esses relacionamentos movidos a carência, ao medo de ficar sozinho, ou essas amizades mantidas por conveniência.

Eu sou movida a intensidade, seja amor ou até mesmo ódio. Todo sentimento deve ser sentido por inteiro, sem ressalvas, sem aspas ou meio termos.

Eu passei muitos anos sem querer sentir nada, sem querer gostar, sem querer amar ninguém, nunca foi fácil encontrar alguém com a mesma intensidade sentimental que eu deposito nas pessoas.

E por acaso, eu te encontrei.

E nada por acaso, eu fiquei.

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