A geração que tem medo de sentir

 

 

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Detesto ver gente se desculpando pelo que sente, como se fosse errado sentir algo, errado é não demonstrar.

Estamos numa era que romantiza desinteresse, frieza e desapego e quem demonstra, quem vai atrás e se importa é “trouxa” por isso

Eu sei que a vida deixa marcas, traumas e que a gente tem medo de viver tudo de novo, mas é o medo de sofrer de novo que impede que a gente viva algo novo.

Reciprocidade não se cobra de ninguém, mas isso não quer dizer que é errado sentir o que se sente, que é errado demonstrar, errado é calar o coração por medo de um ‘não’, não iniciar nada por ter medo que chegue ao fim

É o medo do fim que faz a gente nem começar.

Eu já disseminei desapego por aí como se fosse algo legal, mas quando paramos pra pensar, a gente entende que pior que sentir algo e não dar certo, é não sentir nada.

O coração que se priva do amor por medo da dor, se resume a sua função de apenas bombear sangue, e quando o coração da gente apenas bombeia sangue, a gente existe, mas não vive.

A gente precisa sentir, precisa arriscar, precisa dar a cara a tapa ao mundo, por mais difícil que seja as vezes.

O mundo é gigante e existem milhares de pessoas nele, se dentre essas milhares, você encontrar alguém que tenha a mesma sintonia que a tua, se permita que essa pessoa faça parte da sua vida e a faça permitir que você faça parte da dela.

As pessoas ruins que passam pela nossa vida não tem o direito de impedir que você continue. O passado existe pra que a gente aprenda com ele e não que a gente se prenda por causa dele.

 

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