Telespectadora

Quando se trata de amor, eu sempre fui telespectadora de romances alheios. É como se fosse um filme ou um livro que eu vejo de fora e imagino como seria se fosse comigo. Mas nunca é.

Não me entendam mal quando eu digo isso, não sinto inveja de acompanhar de fora, eu acho é bonito, e nem achem que eu não acredito no amor por isso. Eu já me questionei diversas vezes se o amor não é uma fantasia criada por gente como eu que só vê de longe, mas uma vez eu li uma frase, que eu daria crédito ao autor se soubesse de quem é, que dizia o seguinte:

Se você tem medo de amar, você tem coragem do quê?

O mundo todos os dias faz parecer normal compartilhar ódio e limitar o amor.

Talvez eu seja a última das animadoras, talvez não seja tudo isso, mas eu quero sentir, o mundo anda com tanto ódio que espalhar amor é revolucionário, e parafraseando Amélie Poulain: São tempos difíceis para os sonhadores.

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