sobre recomeços.

Eu sempre tive uma certa dificuldade em lidar com terminos, nunca soube como desatar o nó – e segurava a corda com tanta força que me arrancava sangue das mãos -, eu não sei encarar despedidas e sempre tive medo de recomeços.

O medo de recomeçar não deixa sair do lugar.

A gente se sabota – o tempo inteiro – pelo medo do fracasso, quando se da conta que não há maior fracasso do que o de quem não teve coragem de tentar.

A partir do momento que eu entendi isso, me dei conta de que a vida não passa de um emaranhado de pequenos ciclos, e que todo ciclo tem seu começo, meio e fim, e que é necessário fechar um ciclo pra começar outro e isso – nem sempre- é ruim.

Quando a gente se apega ao passado, perde todas as possibilidades que o presente oferece. Quem caminha olhando pra trás não enxerga o que está bem na sua frente.

Recomeços são necessários a todo momento, mas nem sempre a gente tá pronto pra entender isso.

Quando eu falo sobre recomeços, falo também sobre recomeçar um relacionamento com nós mesmos.

Nem tudo que deu errado é sua culpa e nem tudo depende de você. É normal errar.

Ser gentil consigo mesmo é revolucionário.

E quando conseguimos recomeçar com nós mesmos, estamos prontos pra qualquer recomeço que vier daqui em diante.

Solta a corda e deixa ir embora. Todo recomeço começa com um final.

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