Desgraçada rotina.

Mesma rotina entediante, quase sempre sem dinheiro.
Mesmos lugares, mesmas pessoas, mesmo tédio.
Mesma casa, mesmo quarto, mesmo silêncio.
Mesmo café, mesmo pão com leite, mesma maçã.
Mesma madrugada acordada, mesmo horário pra acordar.
Mesma cerveja, que esquenta antes que eu termine-a.
Mesmas músicas, mesmas bandas.
Mesmo chocolate, mesmo arrependimento imediato por ter comido demais.
Mesmas roupas, velhas e repetidas.
Mesmos restaurantes, mesmas comidas.
Mesmos medos, mesma solidão.
Mesmos caras, e eu odeio a maioria deles, porque já amei a maioria deles.
Mesmos discos que eu não tenho tempo pra ouvir.
Mesmos livros que eu nunca termino de ler.
Mesmos programas de TV que eu assisto só pra passar o tempo.
Mesmo cheiro insuportável de cigarro impregnando no meu cabelo.
Mesmo amor de uma balada só.
Mesma vida, mesma merda de vida.
Mesmo texto, mesmo assunto, mesmo eu escrevendo sobre nada.
Mesmo nada.

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Sobre tudo aquilo que talvez eu nunca saiba.

Quase 4 horas da manhã, madrugada de um Domingo chuvoso qualquer e eu escrevendo sobre qualquer coisa até o sono chegar.
Nessas madrugadas que o sono vai embora, algumas coisas vem em nossa cabeça.
Nessa madrugada, especificamente, eu pensei que a gente não sabe de nada. Porque a gente não sabe, e quando a gente pensa saber de algo, esse pensamento só comprova que a gente realmente não sabe.
Afinal, se a gente soubesse de algo, nunca tomaríamos banhos de chuva, pois saberíamos que choveria.
Se a gente soubesse de algo, não frequentaríamos a escola por tantos anos, apenas já saberíamos o bastante.
Se a gente soubesse de algo, acertaria os números da Mega Sena.
Se a gente soubesse de algo, nunca esperaríamos por um ônibus por mais de 5 minutos, pois saberiamos a hora exata de sair de casa.
Se a gente soubesse de algo, não colocaríamos mais comida do que aguentamos comer, em nosso prato.
Se a gente soubesse de algo, nem sairíamos de casa naqueles dias em que tudo dá errado.
Se a gente soubesse de algo não teríamos tantos medos.
Se a gente soubesse de algo, não acreditaríamos no primeiro “eu te amo” da boca pra fora.
Se eu soubesse de algo, eu ensinaria à vocês.
Se você soubesse soubesse de algo, eu te pediria pra me ajudar.
Se nós dois soubéssemos de algo sobre nós dois, perceberíamos que talvez esse “nós dois” nem exista.
Se eu soubesse de algo, não estaria escrevendo.
Mas eu sequer sei por onde anda o meu sono. Eu sequer sei aonde está você agora.

O pior…nós.

O pior medo é do desconhecido.
O pior romance é aquele que está fora do livro.
A pior música é aquela que parece ter nome e sobrenome.
A pior ferida é a que não há remédio em nenhuma farmácia, que cure.
O pior caminho é o que a gente percorre sozinho.
O pior frio é o que a gente sente por dentro.
O pior desejo é do inalcançável.
A pior morte é a que acontece aos poucos.
A pior raiva é a que a gente não consegue sentir quando precisa.
O pior segredo é o que a gente esconde de nós mesmos.
A pior loucura é a que, no fundo, é consciente.
O pior passado é o que não deveria ter ficado no passado.
A pior saudade é a do que não volta.
A pior vontade é a do que não nos pertence.
O pior sentimento é o que a gente sente sozinho.
O pior você é o que não está aqui.
O pior eu é o que ainda sente sua falta.
O pior nós é o que não existe mais.

For a friend.

“Eu não podia dizer a você porque ela se sentiu daquele jeito, ela se sentia assim todos os dias. E eu não podia ajudar ela, eu simplesmente assisti ela cometer os mesmos erros outra vez.”

Mas eu queria poder fazer algo. Eu queria te fazer enxergar tua beleza, mas todo mundo vê, menos você.
Eu não sei mais o que fazer, o que dizer. Eu não quero te ver desse jeito. Eu não consigo te ver desse jeito.
Há uns anos atrás, tudo era tão diferente. E eu te via feliz, e estava feliz assim, e agora eu não sei de mais nada.
Dói pra caralho ver uma pessoa que você ame, independente da forma de amor que seja, tomando um rumo que foge do meu controle, faze-la sair dali.
PARA COM ISSO, POR FAVOR!
E adianta falar algo? Não.
Eu já tentei, e continuo tentando.
Te enxerga, guria, cê é linda do jeito que tu é. E tira dessa tua cabeça tanta paranoia, por favor. Vai ser feliz, que eu sinto saudade de te ver assim.

Veja bem.

Eu bem que queria te ver por aí, algum dia. 

Eu bem que sabia que no fundo, a gente não se acostuma com a solidão.

Eu bem que diria ” – Fica, vai pra sua casa outro dia.”

Eu te queria bem…

Eu bem que te queria.