O que foi, deveria ter sido ou deveria nunca ter acontecido.

Sobre tudo aquilo que foi, que deveria ser ou deveria nunca ter acontecido. 

Não quero falar de passado, pois remoer o passado é fazê-lo presente, e se ficou para trás é porque parou no meio do caminho, e eu continuei. Na verdade a gente sempre continua, seja aos poucos, seja com cicatrizes que parecem que jamais desapareceram dali, mas a gente tem que continuar. 

E foi o que eu fiz, eu continuei incontáveis vezes que eu achei que jamais sairia dali, o problema que a gente tem essa mania de se auto-subestimar, se diminuir e se rebaixar, só porque alguma coisa deu errado. Coisas dão errado todos os dias e o conformismo não vai mudar em nada. A gente precisa levantar, e se a dor do passado pesar demais sobre nossas costas, é preciso deixá-la no meio do caminho, mas ela se agarra, se segura e se prende na gente e as vezes parece que é impossível deixá-lo pra trás, mas a gente deixa.

Mas, apesar de tudo, eu não lhe desejo que carregue esse peso que eu deixei por aí, quero que continue por aí. Cada um carrega o peso que aguenta, nada mais do que isso. 

E desse peso que ficou pra trás, fica tudo aquilo que foi, que deveria ter sido ou deveria nunca ter acontecido.

 

 

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E se…quem sabe?

Se a gente não rola, desenrola.

Se a gente não embaraça, desembaraça. 

Se não me ama, nem me chama.

Se a gente não combina, rebobina.

Se a gente não se emenda, nem tenta. 

Se tu não decide, desiste. 

Se a gente não der certo, que seja.

Se a gente não for nada, inventa.

E se a invenção falhar, conserta. 

E se o azar tentar ficar, ele que procure outros pra azarar. 

E se a sorte nos der boas vindas? Ah…a gente brinda.

Não há nada mais aqui.

Eu não venho escrevendo nada, não venho sentindo nada, só to por aí, existindo.
Não vou dizer que está difícil, porque pra estar fácil ou difícil, é preciso que haja algo, e não há.
Não há nada de bom ou ruim, não há do que sentir falta, não há nada pra ocupar esse vazio emocional, psicológico e existencial.
Honestamente, as vezes eu sinto falta até de ter do que sentir falta, só pelo prazer de sentir algo.
Aquelas borboletas do estomago já voaram pra tão longe que eu não acredito que elas tenham planos de retornar.
Não é drama, bem pelo contrário, até o drama que me era rotineiro, partiu sabe-se-lá pra onde.
Não sobrou nada, nada além desse vazio que parece impreenchível e a esperança de que apareça alguém que seja capaz de preenche-lo, de trazer as borboletas de volta, e que traga até um pouco de drama pra que eu possa ter certeza de que é real.